25 de mar. de 2010

O puro poder do evangelho

Simplesmente, e literalmente, indescritível o seminário ministrado pela irmã Edméia Williams no final da tarde desta quinta-feira (25/03). Na verdade, a palestra da irmã foi um grande testemunho do poder de Deus em sua vida e ministério. Nossa IBMT já teve a oportunidade de ouvi-la em 2006, numa conferência de oração organizada pelo Pr.Xavier.

Edméia é fundadora da Casa de Maria e Marta, obra missionária que atende crianças e anuncia a elas o Evangelho, no Morro Dona Marta, em Botafogo. Recentemente, ela foi convidada para um dos maiores congressos missionários do mundo, em Belfast, na Irlanda do Norte. Diante das maiores agências missionárias do mundo (SAMS, World Vision, Billy Graham Foundation...) ela foi questionada: "Como uma mulher negra, brasileira e sozinha consegue manter um ministério internacional?"
Com o "jeitinho Edméia Williams" de falar ela respondeu: "Meu filho, eu não tenho nem preparo para responder a pergunta de vocês. Eu sou maluca! Acredito que Jesus ressuscitou, que ele tá aqui agora e que é o mesmo hoje, não mudou. Deram pra ele no passado 5 pães e 2 peixes e ele multiplicou. Mas, se dessem feijão, ele multiplicaria; se dessem frango, ele multiplicaria também. Eu tenho entregue a ele carne, arroz, feijão, dinheiro, tempo e tudo que eu tenho. Em 19 anos nunca pedimos nem um tostão e nunca faltou nada na Casa de Maria e Marta".

Conversando com a plateia sobre chamado para servir a Deus a irmã deu um último toque. Disse que diversas pessoas se achegam a ela para dizer que têm um chamado para "tal" ministério. Ela então sempre pergunta: "Se Deus te chamou mesmo, por que você ainda não foi?" Geralmente, o interlocutor lança alguma explicação do tipo: "estou esperando a igreja me enviar"; "não tenho tido apoio"; "não sei como começar"...
Nessa hora saem da piedosa irmã palavras de exortação: "Toma vergonha e vai lamber sabão, irmão! Deus é doido de te chamar e não prover todos os recursos?" :-)

Não serei capaz de transcrever aqui a atmosfera de gratidão e reverência que Edméia conseguiu criar ao testemunhar de Deus na sua vida. Nenhuma criança perdida para o tráfico de drogas em todos os anos de trabalho, fechamento de todos os terreiros de macumba do D. Marta, livramento da morte ao ser ameaçada com metralhadoras apontadas para o seu rosto, 83% de evangélicos na comunidade, pacificação da comunidade em 2008 (motivo de oração por 20 anos).

Pra encerrar, ela foi perguntada sobre qual seria o papel dos teólogos e estudiosos num projeto  tão prático e frutífero como o que ela lidera: "Não faço a mínima ideia!" :-P

Arrancou gargalhadas....
um doutor teólogo me disse depois no corredor que descobriu que hermenêutica ela usa; a do amor

Esperança para o mundo

A manhã de quarta-feira (24/03) começou com uma devocional excelente do pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto (DF), Ricardo Barbosa, usando Colossenses, caps. 1, 2 e 3. Espero que ajude a compreender melhor a doutrina da criação e da restauração (acompanhe com a sua Bíblia).

A partir do vers. 10 do cap. 1, Paulo fala de uma nova vida com Deus, em gratidão e paciência, baseado na obra que Deus já começou. Algumas teologias apontam para uma salvação futura, esquecendo-se que a salvação já teve seu início ("Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado...") e desprezando toda a criatividade da criação. Esperam uma nova criação vindoura.

Ao contrário, Paulo enxerga a mão de Deus na criação atual. O apóstolo é consciente de que a criação boa de Deus foi manchada pelo pecado, mas seu texto põe foco na grande obra de restauração.

CRIAÇÃO ---> QUEDA ---> RECONCILIAÇÃO

O mundo para Paulo não é absolutamente caótico, desordenado e ruim. A criação e suas potencialidades são boas. Tudo que Deus fez é bom. A criação, no entanto, foi corrompida pelo pecado. Quando a humanidade não usa as potencialidades criadas por Deus, da forma que Ele quer que usemos, ela cede aos poderes desse mundo. (ex. Sexualidade foi criada por Deus para ser uma expressão do prazer do amor, mas quando mal usada torna-se hedonismo, promiscuidade e descompromisso).

A cruz é o trinfo de Cristo sobre os poderes deturpados desse mundo. Cristo viveu do jeito que Deus quer que seu povo viva.

Deus, em Cristo, está reconciliando TODAS as coisas que Ele mesmo criou. Restauração do seu povo, da terra e céu (Col. 1:16;20). O que Deus está fazendo é trazer de volta a bondade e a beleza da criação (sexualidade; relacionamentos; família; recursos naturais; artes etc.).

Os poderes e as potencialidades humanas foram criados por Deus e para Deus (v.16). A cruz é central, pois nela Jesus venceu, e, por isso, os poderes voltarão a ser usados para Sua Glória e para o bem do próximo. Indo para a cruz, nosso Senhor deixou claro que "mamón" e "César" não o dominam.

Ciente da vitória da reconciliação sobre o pecado, Paulo entra no cap.3 dizendo que já ressuscitamos, a vida nova, o Reino de Deus, já começou. Os cristãos devem desfrutar a nova vida, desejando as coisas do alto e tendo a consciência de que Deus governa a sua obra de reconciliação já hoje.

Por isso, devemos começar a viver o Reino a partir do dia de nossa conversão até a eternidade. Pensemos a juventude, a sexualidade, as relações econômicas, as artes, a sua profissão de forma que elas reflitam as coisas do alto. Tratando filhos, pais, cônjuges, empregados e superiores da forma que Deus quer; cuidando da criação e usando o dinheiro da forma que Deus quer; falando com as pessoas  e cuidando do próximo da forma que Deus quer, nós estamos tendo o privilégio de participar da gloriosa obra de restauração e reconciliação da boa criação.

24 de mar. de 2010

Deus fala logo cedo...

Queridos, bom dia! 2º dia de congresso e logo cedo o Pr. Ricardo Barbosa (Igreja Presbiteriana do Planalto - Brasília) fez uma grande devocional sobre a restauração da criação, usando Colossenses caps. 1, 2 e 3. Logo mais escrevo o resumo dela.

Logo após, João Alexandre assumiu o controle do louvor e inspirou a turma. Bom demais!

Deixei dois problemas sérios aí no Rio. Ambos estão me causando preocupação. Após ouvir o Pr. Ricardo e enquanto cantava com o João, Deus pareceu soprar ao meu ouvido por longos minutos: "Você está aí e Eu estou no Rio cuidando de tudo por você. Descanse em mim". Emocionei-me ao agradecê-lo em oração.

Louvado seja Deus, que cuida de tão precária criatura como eu, e ainda se preocupa em me avisar disso logo pela manhã.

Teologia e vida na América Latina

Deus é bom e me deu um presente e tanto nesses dias. Desde que fui picado pelo "mosquitinho" da paixão pela teologia eu desejava frequentar os grandes congressos teológicos, que são organizados quase sempre pelas editoras brasileiras. Sempre lia, com uma santa inveja, o material produzido por blogueiros após as plenárias, debates e conversas com a elite do pensamento teológico protestante brasileiro. Em janeiro decidi inscrever-me para o 7º Congresso Brasileiro de Teologia da editora Vida Nova e cá estou eu, em Águas de Lindóia (SP), bem atento ao que os estudiosos têm a dizer nos próximos quatro dias.

Apesar de eu ter vindo por conta própria, minha credencial diz que pertenço e represento a Igreja Batista Memorial da Tijuca (RJ). Tenho muito orgulho de no meio de tanta gente boa, circular carregando o nome da IBMT no peito. Resolvi então compartilhar com vocês através do blog dos jovens o que ando ouvindo por aqui.

Hoje (terça-feira, 23/03) foi o primeiro dia do congresso, que está tratando de vários aspectos da teologia no contexto da  América Latina, e já começou com uma plenária do René Padilla. Trata-se de um importantíssimo teólogo equatoriano, mas que hoje mora na Argentina, e que participou ativamente da elaboração de uma missiologia que atendesse às demandas humanas integralmente; o conceito de Missão Integral. O sujeito tem graduação e mestrado pelo Wheaton College (EUA) e Ph.D. em Novo Testamento pela Universidade de Manchester (Inglaterra). Posteriormente, o Wheaton College lhe outorgou o título de Ph.D em Divindade honoris causa.

RESUMO:
Missão integral é um tema que passei a acompanhar recentemente, portanto, não conheço muito sobre. Achei a proposta altamente pertinente para os Batistas Brasileiros presentes pensarem. Em março a denominação difunde a partir da sua Junta de Missões Mundiais a anual campanha missionária. Saí da plenária pensando no que está correto e no que está errado conosco. Os que vão ler esse resumo estão convidados a pensar em missões comigo, a partr da ideia de missão integral.

Imperialismo e missões - René Padilla começou citando um teólogo russo que certa vez alertou que era preciso enxergar a diferença entre a diginidade do cristianismo e a dignidade dos cristãos. Segundo ele, nem sempre são a mesma coisa, ou caminham na mesma direção. Enquanto o cristianismo nunca perdeu a sua dignidade, os cristãos nem sempre mantiveram feitos dignos e positivos. Foi lembrada a experiência de juntar missões cristãs e colonialismo/imperialismo entre do século XVI até o XIX. Não faltaram teólogos para justificar a conquista dos povos das Américas pelas nações cristãs europeias ou para defender o destino manifesto (doutrina que defendia que os colonizadores tinha a missão divina de expandir os valores cristãos aos ignorantes nativos), a expansão territorial e o extermínio dos nativos na América do Norte. Padilla afirmou que muitas missões cristãs eram feitas com propósitos indignos do cristianismo e que os evangélicos aprovaram guerras expansionistas sob o pretexto de evangelização a qualquer custo.

Conferência Missionária Mundial de Edimburgo - Há exatos 100 anos essa reunião teológica na Europa dividiu o pensamento missiológico evangélico. A mentalidade missionária até então se mostrara arrogante, impaciente, auto-suficiente e triunfalista diante da tarefa de anunciar o evangelho aos povos não-alcançados. Um documento de nove volumes foi produzido a partir do encontro e pretendia carregar todos os "fundamentos da verdade da fé cristã e da obra de evangelização do mundo". Surge então uma definitiva polarização entre os evangélicos: de um lado os FUNDAMENTALISTAS e de outro os MODERNISTAS e os LIBERAIS. Essa divisão foi dramática para a causa do evangelho. Enquanto os modernistas buscavam entender o Reino de Deus e a missão da Igreja no presente, observando os benefícios da cruz já para os tempos atuais, os modernistas ficaram marcados pela radicalidade em interpretar o Reino como um Reino futuro, por manterem uma proclamação do evangelho voltada apenas para a salvação da alma e expansão da igreja e negarem a possibilidade de um Evangelho com preocupações sociais. Padilla lembrou bem que os fundamentalistas estavam fortemente influenciados pela escatologia dispensacionalista (doutrina que enfatiza a redenção apenas a partir da segunda volta de Cristo, nega a restauração da criação já nos nossos tempos e destaca-se pela crença de que as promessas feitas a Israel no passado serão cumpridas no milênio).

O "esquema" tradicional de missões: Para mim, aqui a fala (em puro "portunhol) de René Padilla começou a crescer até o clímax. Segundo ele, há uma "tradição" de missões nas igrejas e dois valores compreendidos pelos seus membros.


  • Na compreensão geral, o chamado para ser um missionário de carreira ou um pastor é louvável e sublime, mas apenas para alguns "eleitos";

  • À igreja local cabe a tarefa de oferecer apoio espiritual (seja lá como isso é feito) e financeiro à missões.
O legado pós-Edimburgo: Nunca antes eu tinha ouvido alguém sistematizar tão bem o que diferentes grupos pensam sobre a teologia de missões. Padilla enumerou quatro dicotomias negativas da divisão do pensamento sobre missões após a conferência de 1910.


  1. As igrejas que enviam missionários X As igrejas que recebem os missionários enviados (missionários saíram do 1º mundo para o 3º sem uma compreensão transcultural e humilde do Evangelho). Apesar das falhas, René Padilla ressaltou que os missionários de carreira foram imigrantes que deixaram tudo pela causa de Jesus.

  2. O Lar (um país cristão) X O Campo Missionário/local de trabalho (um país pagão)

  3. Clero (uma classe de funcionários da Igreja responsáveis pelo trabalho da Igreja) X Leigos (membros comuns) - isso criou, segundo ele, o problema dos cristãos "domingueiros"; sem envolvimento.

  4. Grandes projetos com poucos missionários X Igreja local não é missionária onde ela está
A Missão Integral como mudança de paradigma: listarei a seguir os pontos principais do clímax da plenária; a proposta de missão que integra e desfaz as dicotomias anteriores


  • A Igreja precisa influenciar os lideres que governam a vida política a defender direitos dos pobres;

  • Agências missionárias que não apenas falam de missões, mas que colocam em prática o Reino de Deus através do povo de Deus;

  • O Evangelho é as boas novas do Reino, em Cristo Jesus; boas novas de restauração, libertação e salvação: pessoal, social, global e cósmica;

  • Missões incluem: evangelização, respostas às necessidades humanas imediatas e pressão por transformação da realidade social;

  • Missões não consistem em focar na transposição de barreiras geográficas (isso é secundário). Missões consistem em romper a barreira entre a fé cristã e a não-fé cristã;

  • A igreja local não faz tour religioso, não é um grupo de amigos e nem tampouco uma agência de bem-estar social;

  • Seu propósito é encarnar os valores do Reino para a transformação do mundo;

  • Fazer missões é uma responsabilidade e privilégio de todos os membros da igreja;

  • É dever da igreja local treinar e mobilizar para missões (Ef. 4:11-12);

  • Missões são feitas nas escolas, nos hospitais, nas empresas, nas comunidades carentes... Pois não há um lugar fora da órbita do senhorio de Jesus;

  • Todas as igrejas podem aprender com outras. Não há uma igreja que apenas envia e ensina e outra que só recebe o conhecimento de Deus;

  • Todos os cristãos são missionários. Cada dificuldade humana é uma oportunidade missionária;

  • Cada igreja local precisa mostrar o Reino de Deus no seu próprio lugar (missões também se faz na "sua Jerusalém", e não só "nos confins da terra";

  • Os benefícios da salvação são inseparáveis da obra missionária;

  • A MISSÃO INTEGRAL é uma contraposição à missão imperialista de conquista, e mostra o Reino de amor, de justiça e de glória de Jesus Cristo.

4 de mar. de 2010

Como chegarei até o abrigo?

Queridos retirantes, estamos ansiosos por este tempo juntos e ele está chegando. Os últimos detalhes estão sendo acertados, mas já estamos na expectativa de que o SENHOR dará descanso e lazer aos nossos corpos, alimento e entendimento às nossas mentes nesses três dias.

Lembrem-se de orar em favor de si mesmos, para que Deus atenda suas demandas nesse retiro, e em favor do grupo, para que a Igreja saia fortalecida.

Segue abaixo a distribuição dos carros e os horários de saída da IBMT. Estamos marcando de sair juntos e montar um grande comboio até a Fazenda Marambaia. Lembro apenas que os motoristas estão orientados a partir 30 minutos após o horário marcado na porta da IBMT, portanto, não se atrasem; sob pena de perder a carona.

SEXTA-FEIRA (05/03) - 9h na IBMT

Marcos Davi (motorista)
Rafael Fonseca
+ equipamento

Eduardo Fonseca (motorista)
Alana Bifano
+ equipamento

Celso Lins (motorista)
Renato Henrique
Júlia Garrão
Letícia Landim
Silvana

André Freitas (motorista)
Juliana Borges
Nathalia Mendes
Janaína
Rodrigo Canaan

Eduardo Souza (motorista)
André Souza
Filipe Xavier
Natan Santarém
Fábio Xavier

Mark Downing (motorista)
Helena Downing
Guilherme Carvalho
Alessandra Carvalho

Henrique Mouta (motorista)
Daysi Mouta
Igor Mouta
Callebe Gomes
Uenes Vilaça

Rodolfo Amorim (motorista)
Carlos Alexandre
Rosane
Mariane Wandenkolk
Erick Filho

Maitê Elvira (motorista) - carro sairá da PUC no início da tarde
Israel Vilaça
Ana Paula Mello
Juliana Antunes
Renata Zappelli

Gustavo Pedroza e Paulo de Tarso irão por meios próprios.

SÁBADO (06/03) - 7h na IBMT

Filipe Medeiros (motorista)
Élton
Renata Mello
Oliver Drummond
Bernard Viegas

Jeane e esposo (doação de carona)
Alexandre Antunes
Dani Junqueira
Taty Mouta

Carol Barros (motorista)
Rafael Néri
Renan
Carla
Juliana Fernandes

Rafael Vilaça
Priscila Paiva
Priscila Vilaça
Cristiana Andrade

Carolina Borges será buscada por Marcos Davi no sábado à tarde. 

25 de fev. de 2010

Descobrindo os seus companheiros de abrigo

Falta uma semana para o retiro L`Abri-IBMT e nós (eu e Renata) agradecemos pela ampla adesão e compromisso com que todos trataram essa programação. Iremos com 42 jovens da IBMT, mais 9 jovens visitantes, 4 conselheiros (Henrique e Daysi; Pr. Mark e Helena) 3 pessoas da equipe L`Abri, totalizando 58 participantes. Nossos compromissos estão pagos, abençoaremos de bom grado o nosso querido Pr. Vicente e os missionários de nossa denominação e ainda teremos um churrasco de encerramento no domingo (dia 07). Pela graça de Deus, esse retiro já está melhor que final de campeonato: sucesso de renda e público.

Temos ainda mais uma boa notícia: conseguimos a liberação para que quem não puder ir ao retiro, possa ao menos passar o dia conosco no domingo. É só chegar lá bem cedinho, por volta das 8h, pagar uma diária reduzida (R$20) e aproveitar as últimas programações do retiro, a piscina, o campo e o churrasco. Queremos destacar o convite aos membros da IBMT que irão gentilmente nos buscar no domingo. Queridos, se puderem, passem o domingo conosco e não apenas cheguem para nos buscar. TODOS QUE TIVEREM INTERESSE EM PASSAR O DOMINGO NA FAZENDA PRECISAM NOS PROCURAR PARA CONFIRMAR PRESENÇA (aqui mesmo no blog, por e-mail ou telefone).

Na volta, teremos o prazer de retornar à IBMT para assistir o Pr. Guilherme Carvalho (preletor do L`Abri) pregar na nossa igreja.

Por hora, divulgamos a alocação de cada participante nos quartos. Descubra aqui quem passará os três dias de abrigo (L`Abri) com você. Como havíamos informado, os quartos foram sorteados (pelo Henrique e Daysi) e pedimos que as arrumações sejam respeitadas. Seguem abaixo as numerações dos cômodos (essas podem eventualmente serem alteradas) e os hóspedes de cada quarto.


CABANA 2
CABANA 3
CABANA 4
Marcos Davi
Carol Barros
Júlia Garrão
Celso Lins
Alana Bifana
Silvana
Rafael Fonseca
Juliana Antunes
Letícia Landim
Oliver Drummond
Dani Junqueira
Renata Zappelli


Ana Paula Mello


Maitê Elvira


CABANA 5
CABANA 5A
CABANA 6
André Souza
Juliana Borges
Juliana Fernandes
Bernard Viegas
Nathalia Mendes
Mariane Wandenkolk
Eduardo Fonseca
Renata Mello
Priscila
Filipe Medeiros
Janaína
Carolina Borges

Carla


Priscila Vilaça



CABANA 7
CABANA 8
CABANA 9
Alexandre Antunes
Natan Santarém
Rodrigo Canaan
Rafael Néri
Élton
Renato Henrique
Erick Filho
Israel Vilaça
Filipe Xavier
Rafael Vilaça
Eduardo Souza
Fábio Xavier


CABANA 10
SUÍTE 6
SUÍTE 5
André Freitas
Uenes Vilaça
Daysi Mouta
Rodolfo Amorim
Callebe Gomes
Henrique Mouta
Gustavo Pedroza
Igor Mouta
Taty Mouta
Renan




CHALÉ 29
CHALÉ 30
CHALÉ 31
Mark Downing
Guilherme Carvalho
Carlos Alexandre
Helena Downing
Alessandra Carvalho
Rosane



SUÍTE 12


Paulo de Tarso


Cris


6 de fev. de 2010

Francis quem???

Se não estou enganado, foi lá pelo meio de 2006 que fui apresentado aos escritos de Francis Schaeffer. Após quase duas horas de conversa com o Pr. Xavier no seu gabinete na IBMT (ah! que saudades...) ele se levantou, foi até suas grandes estantes de ferro, olhou um pouco e começou a selecionar uns livros (uns quatro, acho). Entre eles estavam dois do Schaeffer: "A Igreja no ano 2001" e "The mark of the christian". Novo no mundo da teologia me vi completamente fascinado por um teólogo, pastor, apologeta e pensador cristão que falava um "idioma" claro e franco sobre os problemas do "mundo real". Logo comprei sua famosa trilogia ("O Deus que intervém"; "A morte da razão" e "O Deus que se revela") e desde então Francis Schaeffer figura entre meus preferidos. Em 2009 tive a oportunidade de visitar por quatro dias o L'Abri (em francês, "O Abrigo") no Brasil, que fica pertinho de Belo Horizonte (MG). O L'Abri Brasil é o fruto brasileiro do trabalho iniciado pelos Schaeffer na metade do século passado na Suíça. Em 2010, com a graça de Deus, a equipe do L'Abri Brasil irá apoiar o retiro de jovens da IBMT e, por causa de você que quer conhecer mais sobre Schaeffer e sua obra, pedimos ao Rodolfo Amorim, worker do L'Abri Brasil, que fizesse as honras da casa. Segue abaixo o marcador de textos que encontrei sobre a minha cama ao chegar no L'Abri ano passado e o que Rodolfo escreveu para nós:

Francis Schaeffer pode ser descrito como integrante de um grupo de seletos cristãos que cooperaram para o revigoramento da fé cristã evangélica junto à cultura ocidental após o longo período de emergência e avanço do movimento fundamentalista entre as décadas de 20 e 50 do século passado. No auge de seu trabalho de acolhimento a pessoas de todo o mundo em seu lar nos Alpes Suíços, Francis foi descrito em artigo da prestigiada revista Times como o apóstolo aos intelectuais, e grande responsável pela renovada força e respeitabilidade da fé cristã nos EUA e na Europa pós-guerra. Junto de sua esposa Edith, Francis Schaeffer iniciou um ministério voltado à apresentação e vivência concreta da fé cristã de forma integral e plena. Autodenominado evangelista, ele tinha acesso a um público que há muito havia excluído de suas vidas a possibilidade de encontrar na fé cristã algo que merecesse o respeito e compromisso de pessoas informadas e honestas. Dentre os leitores de Schaeffer na década de 70 e 80 e visitantes do L’Abri estavam ícones culturais das artes como Eric Clapton, Timothy Leary e Robert Plant, bem como personagens ilustres da política mundial, como o ex-presidente americano Ronald Reagan.
Na década de 50, após presenciar a angústia e incredulidade de uma Europa pós-guerra, Francis e Edith Schaeffer decidiram em fé abrir seu lar para oferecer abrigo e acolhida à pessoas que buscavam respostas honestas acerca de Deus e do sentido da vida humana. Em sua vida pessoal, Francis já havia presenciado os malefícios de uma fé cristã desprovida de engajamento com multifacetadas dimensões da existência, como as artes, o intelecto, a política, a devoção, a ciência, dentre outras. Após receber forte influência da tradição Kuyperiana holandesa, que havia apresentado naquele país uma renovada presença cristã em setores da vida até então intocados na cultura européia moderna, Francis Schaeffer concluiu que o senhorio de Cristo Jesus toca necessariamente a amplitude da vida humana, e que somente nEle os homens podem viver de forma plena e coerente, firmados na verdade total da revelação de Deus. Além deste aspecto de integração intelectual e de visão de mundo, os Schaeffers estavam convictos de que a fé Cristã poderia ser apresentada às pessoas em geral, cristãos e não cristãos, de uma forma transparente e honesta a partir da vivência diária da dependência do Deus vivo que se manifestou uma vez por todas em Cristo Jesus. Isto deveria, segundo as Schaeffers, ser vivido de forma comunitária e hospitaleira, no que foi denominado uma verdadeira espiritualidade.  Estes princípios e práticas de vida deram origem aos centros de estudo L’Abri.
Após abrir seu lar no início da década de 50 para receber pessoas que buscassem uma vida coerente e plena de sentido, os Schaeffers passaram a receber pessoas dos mais diversos contextos culturais e existenciais em seu chalé em Huemoz, na Suíça. Assim surgia em 1955 o centro de estudos, comunhão e crescimento cristão, L’Abri. De uma prática de hospitalidade familiar, o L’Abri se tornou um centro de estudos internacional onde pessoas do mundo inteiro experimentam a vivência concreta da fé Cristã por períodos de tempo específicos. As comunidades L’Abri estão atualmente em 10 países do mundo, e já receberam dezenas de milhares de pessoas que posteriormente integraram ações nos mais diversos campos da cultura e da vida. Entre aqueles diretamente influenciados pelo trabalho de L’Abri estão Charles Colson, ex-assessor do Presidente Nixon, escritor e presidente fundador da Prison Fellowship International, Nancy Pearcey, escritora e conferencista internacional, Os Guiness, escritor e líder do Trinity Forum, nos EUA, Darrow Miller, fundador e codiretor da Food for the Hungry International, e Denis Alexander, presidente do centro para o avanço do diálogo entre ciência e religião, Faraday Center, em Cambridge, na Inglaterra. 
Pode-se afirmar que a obra de Francis e Edith Schaeffer influenciou de forma marcante a mentalidade evangélica no ocidente, cooperando para a renovada presença cultural dos seguidores de Cristo em diversos países. No Brasil, o L’Abri iniciou seus trabalhos no ano de 2008, na cidade de Belo Horizonte, funcionando como um Centro de Referência, oferecendo palestras, retiros, termos de curto prazo, publicações e orientação vocacional e ensino cristão ao público brasileiro interessado em uma vida plena, coerente e integrada.

Rodolfo Amorim é mineiro, mora em Contagem (MG), solteiro, graduado em Relações Internacionais pela PUC-MG, é  especialista em Gestão de Projetos Internacionais e Terceiro Setor e mestre em Sociologia UFMG.